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Cagece de Aurora continua a ignorar direitos da população

Merda líquida na sua versão mais perigosa..." a frase seria cômica se não fosse dramática. O assunto é sério, mas vem sendo, inclusive, motivo de chacotas por alguns moradores e transeuntes mais extrovertidos. Pelo menos é assim que está a ocorrer pela enésima vez um velho problema relacionado ao entupimento da tubulação do esgoto da Cagece situado no bairro Araçá de Aurora. Um drama sem dúvida recorrente...



Trata-se de um problema antigo que está a se repetir a anos, isto é, desde que o serviço de esgotos da Cagece entrou em operação; obra do chamado projeto alvorada de saneamento básico. Mesmo pagando pelos serviços, por sinal uma taxa das mais exorbitantes para os padrões de Aurora, a população consumidora tem que conviver com o problema que sempre se repete. E que, como se percebe se constitui como uma questão de saúde pública, posto que coloca em risco a própria saúde dos moradores.



E não se trata de água de esgoto simplesmente a correr sobre a superfície das ruas. Porque estas já viraram coisas comuns e corriqueiras. O que temos neste caso, é dejetos humanos derramando sobre o calçamento, justamente num dos cruzamentos mais movimentados do Araçá. No local de sempre, à rua Cícero José do Nascimento, entre as do Cruzeiro e Nereu Gonçalves(Da Cerâmica) em frente a uma creche comunitária numa área de pleno comércio. Curiosamente, o velho defeito está localizado inclusive na via de acesso para a estação de bombeamento (açude Cachoeira), portanto, passagem obrigatória dos que fazem o escritório da Cagece. Mas, é como se nada acontecesse.



Como das outras vezes, é preciso ressaltar que não caberá mais nenhuma solução de continuidade. Não resta dúvida. Há um evidente problema técnico na referida rede de tubulação que precisa ser corrigido o quanto antes. De modo que, medidas paliativas não irão solucionar em definitivo a questão. É preciso algo mais efetivo, isto é, a troca da tubulação do local.



Para se ter uma idéia. Na manhã do último dia 1º - um momento festivo em Aurora, a tubulação amanheceu jorrando, ou seja, derramando em plena rua dejetos dos esgotos. Gerando um forte mau-cheiro. Uma fedentina das mais insuportáveis. Foram feitos os reparos paliativos de sempre. E agora, no domingo dia 20, a problemática retornou com muito mais força. Como é possível constatar o problema está a se repetir agora com intervalos cada vez menores. O curioso é entender qual a razão da Cagece não querer resolver de vez tal situação. Por outro lado, parte considerável do calçamento está sendo danificado. No período invernoso o problema se agrava ainda mais.



A população que paga rigorosamente as taxas de esgotos não aceita tal estado de coisa como algo normal. O município, através do prefeito municipal já tem alertado e cobrado por diversas vezes a direção regional do órgão, no entanto, nenhuma solução definitiva até agora ter sido efetuada. Razão pela qual os moradores das imediações estão revoltados. O lamaçal e a fedentina estão fazendo do local um ambiente simplesmente insuportável.



A pergunta que não quer calar: Se a Cagece que aliás, cobra caro pelos serviços de água e de esgoto não se dispõe a resolver de uma vez por todas a situação, o que a população haverá de fazer? A quem recorrer e reclamar? Será que o assunto não é uma afronta ao código de defesa do consumidor? Onde estão os direitos da população?



Não há outra definição para tal fato, a não ser um evidente descaso por parte do órgão responsável. Por diversas vezes o próprio prefeito Adailton Macedo tem exijido da Cagece uma solução em definitivo, no entanto a questão permanece causando transtornos aos que residem nas proximidades, além de dificultar o tráfego de pedestres e de veículos pelo local. Por se tratar de uma concessão pública o referido órgão deveria primar muito mais pelos serviços prestados. Que a Câmara também, mais uma vez, promova uma audiência pública no sentido de que se encontre uma solução. O certo é que: como está, não pode ficar. Pois, além do grande risco à saúde das pessoas a situação também se configura como um desrespeito flagrante ao direito dos cidadãos.